
Há uns dias, enquanto folheava a revista "24 Horas", essa maravilha da informação útil e nada populista, cinge-se a minha atenção para o facto da jornalista/bióloga/tradutora/cronista/apresentadora, e até mesmo actriz Clara Pinto Correia, ainda escrever situações passíveis de serem lidas por qualquer leitor.
"Segredos Duvidosos", o título chamativo do texto em questão... Como o mesmo indica subtilmente, o alvo da crónica é o badalado livro "O Segredo" da autoria de Rhonda Byrne. Aqui, a Clara "descasca" por assim dizer, "fortinho" no livro e na sua autora. "(...)O Livro mais vendido do ano, só por si o aviso basta para sabermos que dali não pode vir nada de bom." começa logo por dizer. Aqui ela contradiz-se um bocadinho pois a revista "New Yorker" nem é das publicações mais vendidas pelas terras do Tio Sam e mesmo assim a nossa cronista andou por lá a "inspirar-se" para escrever o seu artigo "O Eixo do Mal", assim como "O Castelo", crónicas que por coincidência (claro...) faziam lembrar "Leaving The Castle" do David Remnick.
O curioso é que a nossa Clara prossegue nesta sua crónica do 24 Horas, "(...)Eh pá francamente. eu não estava preparada para aquele logro (...) aquele atentado brutal à inteligência (...)" Sim porque plagiar textos de outrém não é ludibriar nem a empresa que lhe paga para escrever, nem o leitor que assim fica com uma tradução "à pala" do original.
Isto de se ter memória curta é complicado, que o diga o pessoal que sofre de Alzheimer... mas mesmo assim... É pois pedido à Clara que nos explique afinal qual o seu "segredo", mas não vale espreitar no livro da Rhonda...

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