domingo, 30 de setembro de 2007

Um acto de coragem diz ele...



O cavaleiro João Salgueiro, com seu ar de betinho e tal, estava lidando mais um "imponente touro da ganadaria não-sei-das-quantas"... bracinhos no ar, bandarilhas nas mãos, e rodopios equestres. De tanto querer florear, o João aborreceu o quadrúpede taurino, e como este último sabe que a plateia é composta por público pagante, vai daí e toca a emocionar os presentes dando umas estocadas no cavalo.
O João ficou furibundo e num acto de coragem (segundo ele...) decidiu fazer o papel de forcado, o verdadeiro transformer das arenas. Imaginemos o diálogo...
-"Como é pá? anda agora meu cornudo!! olha que eu sou mau caráaaiiii..."
-"Deixa-te disso ó lingrinhas, já tás como um aço... vai-te embora..."
-"Não me vires as costas ó caráaaiii.."
-"Oh, tá beinhe... cá vai disto!"

Ah boca lindaaa... I

sábado, 29 de setembro de 2007

Toca a pegar nos "fones"...


"3D Sound Illusion" - Barbershop ( PUT YOUR EARPHONES ) - For more funny movies, click here

Pra isto funcionar direitinho serão necessárias três coisas... colocar os auscultadores (alto e bom som), sentar confortavelmente na cadeira, e fechar os olhos. Ah, antes de fechar os olhos, carregar no "play" (...). Uma autêntica visita virtual ao Zé Barbeiro nova iorquino...

Vá lá que ficou a sorrir...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Retalhos de uma trip por terras trasmontanas V


Já a noite estava "caída" quando percorríamos a estrada até Vila Real. Certeza tínhamos da existência de uma Pousada da Juventude... apenas não sabíamos onde. Após algumas (muitas) voltas, lá descobrimos o nosso "poiso". Descarregar. Mais uma visita para descobrir a Cidade, com as respectivas cervejas.
De volta ao quarto, improvisou-se na varanda uma mesa para acolher o enchido de Vinhais, assim como o "Flavius" aquirido ainda em Chaves, na Adega Cooperativa. A verdade é que só faltava o azeite e a alface, pois o vinagre já se encontrava nos copos...
Pequeno almoço de luxo, provando-se algumas iguarias adocicadas de Vila Real. E foi seguir caminho... deixando para trás a Serra do Marão (e os que lá estão).

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Um momento históricamente histórico... e que fica para a História...



Finalmente foi apanhado!!!

Retalhos de uma trip por terras trasmontanas IV



Já purificados de toda a espécie de maus-olhados e espíritos duvidosos, prosseguiu-se para leste do país. Delineando a Serra de Montezinho, efectuou-se uma paragem por Vinhais para um cafézito. Para "merendar" seria em Bragança, mais propriamente num banco de uma das artérias principais da cidade. Nada de muito alarido claro. Finda a voltinha da praxe, e já com uns enchidos (de preço duvidoso...) na mala, prosseguiu-se para Mirandela. Esperáva-nos a janta.
A preparação psicológica para degustar uma Posta à Mirandesa vinha a ser feita desde o início da viagem. O momento era pois de expectativa. Venha daí o bife ainda a sangrar, com as respectivas batatas a murro. O vinho também não podia faltar, pena foi não ter sido uma daquelas relíquias por nós degustadas de tempos a tempos...
Restaurante Távora, assim se chama o local do repasto. Senhor José (estranha coincidência) assim se chama o empregado de mesa que nos trouxe o repasto. E a conta.
Há coisas que não mudam...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Bairrismo onde andas tu?...


Mais do que HolístiKos somos fangueiros. Está-nos no sangue o bairrismo, um orgulho imensurável de pertencer a uma terra como Fão. Um privilégio. Fangueiro que é fangueiro não diz que é de Esposende... quanto muito utiliza o termo "Ofir" para levar o próximo a se situar geográficamente no mapa virtual. Fangueiro que é fangueiro fala a cantar, e troca os "b" pelos "v", pois também somos nortenhos. Cumprimenta-se as pessoas. Ser de Fão é ser diferente, é queixar-se que tudo vai mal só pelo prazer e gosto de ter cada vez mais. Primar pela diferença. É chamar "môre" às pessoas queridas, e "querido" a quem a gente gosta.

Em Maio de 1976 (quatro meses após a elevação de Fão a Vila), a revista "Actividades Nacionais" (edição nº4 ano VIII) publicou uma grande reportagem sobre a nossa Vila. Entre fotos e parágrafos lisonjeadores a Fão, encontra-se uma entrevista ao então Presidente da Junta Sr. Prof. Joaquim Peixoto, questionando-o sobre as ambições da então mais "jovem vila portuguesa". "A longo prazo queremos a Câmara Municipal em Fão e que pudesse agregar a si algumas freguesias a sul do Cávado (...) até se possível fôr, como o concelho de Barcelos é muito grande, freguesias que pertencem àquele concelho mas que estão mais próximas da nossa terra, podiam ser agregadas a Fão."

Do melhor. Embora a ideia seja utópica, a mesma não deixa de reflectir o tal bairrismo desde sempre presente. É genético. Não confundir bairrismo com separatismo, muito menos com bacoquice. Bairrismo quanto muito é um egocentrismo faseado, sempre ligado ao grupo de pertença, à nossa gente. É ouvir um "ó carái ó" quando menos se espera. Saudade de algo que está sempre presente, e do qual gostamos. Muito.

Força Fão.

domingo, 23 de setembro de 2007

Oh, tá beinhe...!

Há alturas na vida em que se necessita de uma deixa para responder às mais variadas adversidades com as quais nos vamos deparando. Seja. É quando se está já perante o precipício, onde não há nada mais a perder... surge pois o desleixe total, um descolar da realidade que nos remete para uma situação... digamos... lixada. Enfim.
Oh, tá beinhe!

sábado, 22 de setembro de 2007

Retalhos de uma trip por terras trasmontanas III


Finda a noite passada na pensão, e após um pequeno-almoço flaviense, seguiu-se para Vilar de Perdizes. A meio do caminho a falta de líquido no depósito do automóvel surgiu como uma ameaça no painel de controlo. O risco de se ficar empancado no meio do nada pairava no ar, tendo-se pois optado por entrar por terras galegas para abastecer. E assim foi feito. Não obstante a diferença de preços no "gasóil", o certo é que para todos os efeitos ESTA foi a primeira deslocação internacional da Associação. Fica pois lavrado em acta.
Já com o depósito atestado, o rumo foi retomado para Vilar de Perdizes, e sua Feira do Oculto. Barracas eram várias, videntes e cartomantes até "dar com um pau" (ou com uma vassoura...). O Padre Fontes e a Simara também vagueavam por lá, e quase de certeza que nos viram... porém, e foi o que nos pareceu, fizeram de conta que éramos uns meros visitantes, seres que para além do "espírito fechado" também tinham a carteira a corresponder com o mesmo.
Vira o disco e toca o mesmo...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Ser-se português é...


1. Levar o arroz de frango para a praia.
2. Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.
3. Criticar o governo local mas jamais se queixar oficialmente.
4. Noite das mulheres à quinta-feira.
5. Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
6. Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.
7. Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
8. Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no restaurante.
9. Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
10. Ninguém saber nada do nosso país excepto os Brasileiros e os Espanhóis que gozam dele.
11. Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
12. Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
13. Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
14. Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
15. Dar os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
16. Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
17. Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
18. Passar o domingo no 'shopping'.
19. Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a tampa da esferográfica (ou a unha comprida do dedo mindinho...).
20. Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
21. Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
22. Gravar os "donos da bola".
23. Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na TV.
24. Já ter "ido à bruxa".
25. Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
26. Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
27. Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
28. Não ser espanhol.
29. Lavar o carro na fonte ao domingo.
30. Não ser racista mas abrir uma excepção com os ciganos.
31. Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
32. Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
33. Ir a Fátima com a família pelo menos uma vez por ano.
34. Viver em casa dos pais até aos 30.
35. Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
36. Ter bigode e ser baixinho(a).
37. Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
38. Ter três telemóveis.
39. Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
40. Deixar a telenovela a gravar.
41. Organizar jogos de futebol de solteiros contra casados.
42. Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
43. Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
44. Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
45. Não ser brasileiro.
46. Ir ao Algarve em Agosto.
47. Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
48. Ser adolescente e dizer "prontos" no fim de cada frase.

Música ao vivo é outra coisa...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Retalhos de uma trip por terras trasmontanas II


Ainda os caracóis e as moelas debatiam-se no "bucho", efectuou-se uma paragem para jantar. Esta deu-se em Vila Pouca de Aguiar, uma freguesia aprumada e de fácil circulação. Estacionado o veículo de passageiros, abriu-se a bagageira, e foi com música de fundo que se traçaram as primeiras sandochas com molhinho "chuchu". Findo o repasto, seguiu-se para Aquae Flaviae, vulgo Chaves. Após se ter calcorreado a cidade de lés-a-lés, optamos por abrigar-nos numa Pensão. Estava já preparada uma botija a ser aberta ("Festa Rija" de seu nome...), porém, faltou O utensílio essencial, a saber o saca-rolhas. Nada que o manípulo da janela da varanda não conseguisse resolver.
Quiseram no entanto as Leis da Física que, a força contrária exercida na rolha resultasse numa pressão tal que acabou por "estourar" literalmente com a garrafa. A inundação foi imediata, tendo o recinto ficado a cheirar tal e qual uma adega em altura de vindimas.
Ficou ainda assim o consolo da TV captar canais espanhóis, podendo seguir-se uma série de concursos nocturnos pelo que restava da noite...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Silêncio... que se vai cantar o Hino...

São três os símbolos maiores que representam uma Nação, a saber o Chefe de Estado, sendo este o garante da independência nacional, da unidade do Estado e do funcionamento correcto das várias instituições de um Estado de Direito, a Bandeira Nacional e completando a trilogia, e não menos importante, o Hino Nacional. Este último é por assim dizer a "voz" de um país, uma manifestação de identidade própria reflectida nas palavras que compõem o Hinos respectivos a cada Nação. Modéstia à parte, o nosso hino é o melhor do MUNDO. Não só por não ser necessário legendá-lo para se saber o que é cantado, mas sobretudo por conseguir juntar tripeiros, lampiões e lagartos a entoar a mesma melodia num estádio de futebol. Assim sendo o Hino é algo que nos representa, e nos move como "Nação valente e imortal....". Claro que este é sentido de diversas formas... há quem se arrepie, ou até mesmo quem chore. Os sentimentos inerentes a cada um podem portanto variar... ora vejamos...

domingo, 16 de setembro de 2007

Retalhos de uma trip por terras trasmontanas I


Este périplo teve início no 30 de Agosto último, tendo a nossa Associação desbravado caminhos e vias trasmontanas nunca antes por nós descobertas...
A primeira paragem ainda foi em terras minhotas, mais precisamente em Vieira do Minho. Aí desencantou-se uma "Tasquinha" repleta de detalhes inebriantes, indo desde uma televisão "Philips" cujo ano de fabrico ainda está por ser encontrado, até um chuveiro nos WC do local. Esta "magia" estende-se até ao balcão, o qual concentra em si toda uma panóplia de artefactos culturalmente poderosos. Dois finos, caracóis e moelas bem temperadas, sendo este o lanche revitalizador para se prosseguir viagem...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Penduricalho


Eis algo com o qual todo o transeunte se depara no dia-a-dia, aquando as suas deslocações pela via pública. ESTA é a Arte mais pessoal que existe, por vezes apelidada de kitsh, a verdade é que a mesma vai ainda para além do tunning.
Aqui, o automóvel torna-se parte do Ser, extendendo-se ambições, vontades e gostos ao espelho retrovisor. Aqui suspendem-se adornos que nos identificam. Vai do simples terço ao pinheirinho verde ambientador. Foi no entanto à saída do Pacha que se nos deparou esta panóplia de fazer corar de inveja qualquer Mãe-de-santo...


vamos indo e vamos vendo...

Ah oui, se tu queres tu ganhes hein...

A conclusão é uma, a televisão portuguesa ganhou uns créditos devido à programação nocturna com a qual nos presenteiam os canais privados. O nível é muito baixo, sendo as situações rídiculas uma sucessão infindável de casos. Bem, vale mais isto que as televendas (será??) porém, e embora já não se esteja no tempo deles, os Avecs ainda têm mais sorte do que nós durante as madrugadas... senão vejamos...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A verdade escondida....


Eis-nos perante o último grito no que diz respeito à divulgação de eventos através de cartazes ou painéis...
Este Verão fomos "presenteados" pela nossa Câmara com espectáculos musicais dignos de uma tarde bem passada a ouvir RFM. É aqui que entra "le meilleur" dos conhecimentos inerentes à fisionomia óptica, o resultado de anos de pesquisa em estereogramas. Senão vejamos: onde aparentemente se lê "sons de verão", basta ao internauta recuar um bocadinho a cabeça, esvair-se de qualquer pensamento estéreotipado... e logo verificará que o lettring utilizado remete-nos para a verdadeira essência da coisa... "sons de merda"

aiiiiiiiiiiiii......

"Le Blog"

Este é O blog dos HolístiKos.

Não servirá este de suporte à publicação de poemas ou afins. Descrições melancólicas do dia-a-dia não serão tidas em conta, nem tão pouco mencionadas.
Por cá predomina uma reflexão holística do nada, esse mesmo nada que afinal é tudo (muito profundo...).
Este é antes de mais um ponto de encontro, ultrapassando o físico e aflorando o espiritual (uuuui). Aqui é bem vindo o "mete-nojo", essa Arte por muito tempo esquecida e marginalizada, a qual tem muito para dar.

vamos indo e vamos vendo...