quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Personagens execráveis... III


Voltêmo-nos hoje para o mundo político. Por cá, a política é como o futebol...poucas são as cores que ambicionam arrecadar o "título". No mundo da bola temos FCP, SLB e por vezes o SCP. No universo legislativo temos PS ou PSD. Ambos os lados contam com "equipas" que durante a temporada vão "pisando os calos", ora mais ora menos. Por exemplo o SCB, BFC ou ainda o VSC este ano. Já na liga do parlamento conta-se com CDS, CDU ou até mesmo o BE. (Isto de referenciar coisas através de siglas até manda estilo...).
Na bola temos sempre o típico adepto descontente, contra técnico e jogadores, direcção inclusive. O verdadeiro "treinador de bancada". Na política temos o Manuel Carvalho da Silva como o eterno revoltado. Se o emplastro aparece em tudo que é saídas de estádios, já o "Manel" surge mais em saídas de fábricas.
Defende os direitos dos trabalhadores, é bem. Atenta nas precaridades com que se deparam alguns operários no seu labor, é bem. Faz barulho, mmm... é bem. Mas porra, será que não dá para apresentar soluções de vez em quando?
Era bem que a CGTP se increvesse na próxima temporada como clube, nem que fosse para lutar para a taça UEFA. O certo é que com o Manuel a treinador, não iriam faltar blackouts, já que uma coisa é mandar "bitaites", e outra...


a luta continua, a luta continua!...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Quem canta todos os males espanta...



Pois é. Assim aconteceu. O sucedido ocorreu aqui na freguesia vizinha de Apúlia, e pelos vistos já no ido verão do ano transacto. O acaso trouxe esta preciosidade musical até ao monitor. Pena foi, lá está, que não se tivesse presenciado à referida actuação ao vivo e a cores, mas pronto.
A verdade é esta, após assistirmos às "roulottes" que tal um Optimus Prime (um personagem dos "Transformers" para os mais desatentos...) da culinária, abrem-se e iluminam-se por todos os lados para deliciar os demais transeuntes com os seus pitéus... temos aqui o Decepticon da musicalidade, ou não fosse esta carrinha um verdadeiro palco digno de acolher qualquer estrela de um programa do panorama televisivo.
"Jesus é a resposta" anuncia o veículo. Finalmente dignaram-se a comunicar ao grande público a solução para a eterna dúvida existencial estampada há anos em viaturas comerciais: "Quer emagrecer? pergunte-me como".

sábado, 26 de janeiro de 2008

House of cards...



Isto da amizade não tem limites. Supostamente. A paciência essa tem. E de que maneira.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Quando o roto goza com o esfarrapado...


Há uns dias, enquanto folheava a revista "24 Horas", essa maravilha da informação útil e nada populista, cinge-se a minha atenção para o facto da jornalista/bióloga/tradutora/cronista/apresentadora, e até mesmo actriz Clara Pinto Correia, ainda escrever situações passíveis de serem lidas por qualquer leitor.
"Segredos Duvidosos", o título chamativo do texto em questão... Como o mesmo indica subtilmente, o alvo da crónica é o badalado livro "O Segredo" da autoria de Rhonda Byrne. Aqui, a Clara "descasca" por assim dizer, "fortinho" no livro e na sua autora. "(...)O Livro mais vendido do ano, só por si o aviso basta para sabermos que dali não pode vir nada de bom." começa logo por dizer. Aqui ela contradiz-se um bocadinho pois a revista "New Yorker" nem é das publicações mais vendidas pelas terras do Tio Sam e mesmo assim a nossa cronista andou por lá a "inspirar-se" para escrever o seu artigo "O Eixo do Mal", assim como "O Castelo", crónicas que por coincidência (claro...) faziam lembrar "Leaving The Castle" do David Remnick.
O curioso é que a nossa Clara prossegue nesta sua crónica do 24 Horas, "(...)Eh pá francamente. eu não estava preparada para aquele logro (...) aquele atentado brutal à inteligência (...)" Sim porque plagiar textos de outrém não é ludibriar nem a empresa que lhe paga para escrever, nem o leitor que assim fica com uma tradução "à pala" do original.
Isto de se ter memória curta é complicado, que o diga o pessoal que sofre de Alzheimer... mas mesmo assim... É pois pedido à Clara que nos explique afinal qual o seu "segredo", mas não vale espreitar no livro da Rhonda...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Uma ida ao médico tem destas coisas.... V


O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:

"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos ( drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".


Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:

"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".


O que os doentes pensam do médico:


"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".


Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":

"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."

sábado, 19 de janeiro de 2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Une idée...


Mais uma volta de página no calendário e deparámo-nos com mais um festejo anual em que metade da população anda mascarada, e a outra disfarça-se de voyeurs. O Carnaval por excelência está à porta. Porém, este ano não haverá período de reflexão sobre qual a indumentária a levar. A decisão está tomada.
É pois tendo como ponto de referência os problemas do quotidiano que se deparam nas nossas vidas que a opção por uma fatiota baseada na imagem acima é de se ter em conta. Claro está que o uso de uns óculos escuros será imperativo... questão de se manter um certo anonimato, já tradicional nestas alturas.

É carnaval e ninguém leva a mala...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Uma ida ao médico tem destas coisas.... IV


Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:

"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".


As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:

"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".


O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:

"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".

momentos momentâneos... II


28 de Outubro. Decorria o ano não muito distante de 2006 e fora organizada mais uma Reunião ao som de uma José de Sousa 1996 perfilando-se mais uns temas de conversa. Já é usual. A "Zé" é que jaz nas prateleiras juntamente com outras amigas que por lá pernoitam. Mais hão-de se juntar.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Pormenores que fazem a diferença...


Eis a prova como o uso de óculos de "massa" acaba sempre por revelar o mais íntimo de cada um. É verdade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Telejornais daqui e dali...



Temos aqui um cheirinho do noticiário oriundo do Bangladesh. Nada de mais. Apenas para se poder dar um salto virtual até outro ponto do globo, já que isto da Internet assim o permite.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Qué feito dele? mmm? III


A ter-lhe corrido bem a vida, hoje em dia já se deve dar pelo nome de Víctor, e andará pelos 27 anos. Falamos do Vitinho, que desde os meados dos anos 80 até meados dos 90 dizia ao pessoal mais novo e de tenra idade que já eram horas de deitar. Claro que havia quem ficasse a aguardar o fecho da emissora para ouvir o Hino Nacional... mas isso é outra história.
O certo é que durante cerca de 10 anos, esta criança não sofreu qualquer alteração fisiológica, daí que o deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer torna-se um bocado relativo, para não dizer obsoleto tendo em conta este caso.
Persiste no entanto a curiosidade em saber o que o Víctor faz da vida. Ele que na altura trabalhava para a Milupa Portuguesa, entrava em nossas casas não só graças à televisão, mas também através das embalagens de diversos produtos alimentares do escalão infantil. É que sair assim de um momento para o outro da ribalta é complicado, e pode até levar à delinquência. Esperemos que não. Pode ser que entretanto dê um ar de sua graça numa qualquer série juvenil tipo Morangos Adocicados com uma participação sempre interessante... quanto mais não seja para ver se ainda usa o chapéu de palha. Parece que o "Saúl" (do bacalhau quer alho) já não usa chapéu e até cresceu.


Uma história ao fim do dia vem lembrar que já são horas, de dormir e de sonhar...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Uma ida ao médico tem destas coisas.... III


O médico Otorrinolaringologista Carlos Barreira da Costa, fez uma compilação no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", de coisas que são ditas pelos pacientes em momentos-chave das suas vidas. Quando padecem de um mal qualquer. Foram vários os colegas de profissão que deram o seu contributo com os dizeres mais diversos ouvidos entre as paredes do consultório. Seguem pois alguns excertos desta Obra. Deliciemo-nos pois...

O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:

"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saiam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".


As perturbações da fala impacientam o doente:

"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".

Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:

"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".

sábado, 5 de janeiro de 2008

Personagens execráveis... II


Prosseguindo neste vasto mundo, aliás, verdadeira mina de gente execrável que é a televisão, depara-se com este sujeito pseudo entertainer. Nuno Graciano de seu nome.
Um apresentador que em tempos idos chegou até nós com um programa de apanhados a jogadores de futebol. Conceito já por si só interessante, não fosse o Nuno ainda ajudar à festa com algumas piadas bem áridas e aqueles abraços do tipo "eu e aqui o craque da bola somos amigos desde a infância"...
Passaram-se uns anos e entre uma ou outra aparição televisiva apresenta hoje em dia o programa "Contacto" na SIC. Na linha dos programas chungas que temos por cá, este tem uma boa classificação na tabela. Ele é o público pago para rir e bater palmas, os convidados repetidos, karaoke da Floribela, músicas de chorar por nunca mais, e claro o concurso telefónico. Criado o ambiente, temos pois o nosso apresentador pelo meio, o qual está mesmo convicto de ter capacidades para tal. As piadas e o humor triste permanecem, assim como os abraços. Isto de ser amigo de toda a socialite tem que se lhe diga... e que o diga o Paulo China...

Do-mi-nó... dó-mi-nó... dó-mi-nó...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Le adereço


Com esta nova lei de não se poder fumar em recintos digamos... lúdicos como cafés, restaurantes, discotecas, entre outros, urge a necessidade de serem criadas novas formas e maneiras de se degustar uma boa cigarrada nas melhores condições. Escusado será dizer que ainda esta lei estava a ser rabiscada em guardanapo de papel num qualquer café lisboeta, já a nossa Sede dispunha de todas as condições para que se possa usufruir dos ditos cigarros no espaço da mesma. Mesmo sem ser um vício para nós, e não descurando a sua nocividade, o cigarro não deixa de ser um complemento importante à conversa. Um prazer.
É sempre chato um gerente que paga os seus impostos, que está na sua casa, e tem mais de três quartos dos clientes que fumam, ter que investir um rol de dinheiro para que o quarto da clientela restante se sinta bem. Parece que o próximo passo será o fumo dos carros. Quem quiser dar uma volta de automóvel que vá "matar o vício" para debaixo de água, estradas só para bicicletas. A saúde em primeiro lugar. Além disso o ar já terá agentes nocivos que chegue, trazidos pelo pessoal que vem fumar à porta dos cafés.
Acima temos um acessório criado em tempos idos. Pode ser que este volte à baila, pois por vezes com intervalos tão pequenos para vir fumar um cigarro e quiçá levar ainda com chuva nas trombas, fumam-se logo dois no mesmo espaço temporal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

La ommmmelette...



Passado mais um Réveillon com os habituais excessos associados à data, chega pois o momento de "limpar" literalmente o sistema digestivo. Canjinhas, sopinhas, chazinhos... são propostas tentadoras. Aqui a sugestão é outra, bastante eficaz em relação à "limpeza" atrás abordada. Ora vejamos...


Je suis le maître de la culinaire...