sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Matança du cochon...


Mais uma semana e irá novamente ser cumprida uma tradição enraizada na família, e ao que tudo leva a crer desde há várias gerações.
É o fim-de-semana para a romaria. Os temas de conversa e debate giram em torno da vítima de "porquicídio". Se tem ou não muita guerdura no lombo, se sangrou bem ou mal, mais ou menos do que os dos outros anos. São relatos nada exagerados de peripécias de outrora que se vão contando em volta do dito cujo. É o bagaço que vai aquecendo alguns "buchos" do frio da manhã. O cheiro do sangue já cozido a fumegar num prato bem côncavo junto do corpo que outrora o fazia circular. São risadas. São apertos de mão sinceros e palmadas nas costas porque a coisa correu bem. Cheiros. Dois dias em que os aromas entranham-se nas narinas por horas e custam de lá sair. Uma jornada em que o porco torna-se figura central, embora logo de início seja posto "de parte" de forma algo ensurdecedora. Lei da vida.

Se queres ver o teu corpo mata o teu porco...

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