segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Bairrismo onde andas tu?...


Mais do que HolístiKos somos fangueiros. Está-nos no sangue o bairrismo, um orgulho imensurável de pertencer a uma terra como Fão. Um privilégio. Fangueiro que é fangueiro não diz que é de Esposende... quanto muito utiliza o termo "Ofir" para levar o próximo a se situar geográficamente no mapa virtual. Fangueiro que é fangueiro fala a cantar, e troca os "b" pelos "v", pois também somos nortenhos. Cumprimenta-se as pessoas. Ser de Fão é ser diferente, é queixar-se que tudo vai mal só pelo prazer e gosto de ter cada vez mais. Primar pela diferença. É chamar "môre" às pessoas queridas, e "querido" a quem a gente gosta.

Em Maio de 1976 (quatro meses após a elevação de Fão a Vila), a revista "Actividades Nacionais" (edição nº4 ano VIII) publicou uma grande reportagem sobre a nossa Vila. Entre fotos e parágrafos lisonjeadores a Fão, encontra-se uma entrevista ao então Presidente da Junta Sr. Prof. Joaquim Peixoto, questionando-o sobre as ambições da então mais "jovem vila portuguesa". "A longo prazo queremos a Câmara Municipal em Fão e que pudesse agregar a si algumas freguesias a sul do Cávado (...) até se possível fôr, como o concelho de Barcelos é muito grande, freguesias que pertencem àquele concelho mas que estão mais próximas da nossa terra, podiam ser agregadas a Fão."

Do melhor. Embora a ideia seja utópica, a mesma não deixa de reflectir o tal bairrismo desde sempre presente. É genético. Não confundir bairrismo com separatismo, muito menos com bacoquice. Bairrismo quanto muito é um egocentrismo faseado, sempre ligado ao grupo de pertença, à nossa gente. É ouvir um "ó carái ó" quando menos se espera. Saudade de algo que está sempre presente, e do qual gostamos. Muito.

Força Fão.

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