Foi deveras um fim-de-semana dedicado ao suíno por excelência. Numa manhã de Sábado que tomou o seu início às cinco da matina (e após alguns percalços ligados à corrente eléctrica...) deu-se o início da jornada. Os primeiros do dia, denominados de "porcos pretos", acabaram por ser os que presentearam os demais com uma pega bastante rija e emocionante. Foram extensos os minutos para que os quadrúpedes pudessem tomar o seu lugar no banco de madeira. O destino estava traçado. O Sol começava pois a raiar porém o frio mantinha-se. Seguiram-se mais três porcos noutra paragem no entanto com menor dificuldade na sua "lide". De salientar que uma das estocadas fatais foi dada pelo Panon num gesto firme mas delicado, o qual proporcionou um final digno ao porco que se encontrava no lado oposto ao cabo da faca.
Os mesmos odores de sempre pairam no ar. Fumo, cimento molhado, porco. Finda a queimada nos animais é tempo de os lavar. Podem ser porcos de nome mas o asseio fica sempre bem a qualquer um. Abrir, retirar, pendurar, repousar. Novo dia novas rotinas. É tempo de desfazer e separar as partes dos suínos em questão. Resta pois o consolo de umas fêveras no ponto para já dar uma ideia prévia da qualidade da carne. Aprovada.
A tradição ainda é o que era...

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